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O ATP 500 de Pequim ainda não teve sua chave divulgada, mas sua lista de inscritos já é suficiente para dar peso à gira asiática. Jannik Sinner, Alexander Zverev, Félix Auger-Aliassime e Novak Djokovic estão entre os primeiros nomes aguardados de 30 de setembro a 6 de outubro. Para um torneio situado entre a temporada americana e o Masters 1000 de Xangai, a programação tem tudo para ser um teste sério.
Um ATP 500 com ares de grande evento
Pequim não oferece os pontos de um Masters 1000, mas o elenco anunciado supera em muito o mínimo necessário.
Pequim não oferece os pontos de um Masters 1000, mas o elenco anunciado supera em muito o mínimo necessário. Sinner, Zverev, Auger-Aliassime e Djokovic aparecem no topo da lista, à frente de um grupo que também inclui Flavio Cobolli, Alex de Minaur, Daniil Medvedev, Alexander Bublik, Jakub Mensik, Andrey Rublev e Francisco Cerundolo. Em outras palavras, será preciso jogar bem desde a primeira rodada, sem contar com um início de semana tranquilo para entrar no ritmo.
A presença de Sinner inevitavelmente chama a atenção. O italiano aparece na lista de inscritos, embora não tenha voltado a jogar desde Wimbledon, segundo as fontes consultadas. Pequim pode, portanto, servir como retorno, com tudo o que isso implica: recuperar o ritmo, administrar a parte física, cautela da equipe, mas também a oportunidade de retomar o fio antes de Xangai. Uma inscrição nunca é uma garantia absoluta de presença no sorteio, sobretudo neste momento da temporada, mas já coloca seu nome no centro do torneio.
Zverev e Djokovic, duas referências imediatas
Zverev chega a essa lista como o outro grande destaque. Sua presença oferece ao torneio uma leitura simples: Pequim pode pesar no equilíbrio do fim da temporada, e não apenas na disputa por pontos. O alemão tem o perfil para aproveitar uma chave forte, com seu saque, sua resistência e essa capacidade de endurecer as trocas quando as quadras rápidas já não perdoam quase nada.
Djokovic, por sua vez, continua sendo o nome que muda a temperatura de uma chave. Mesmo quando seu calendário se torna mais seletivo, sua presença impõe uma pergunta a todos: quem está pronto para vencê-lo ao longo de uma semana inteira? Em Pequim, não será apenas uma questão de prestígio. Para os jogadores mais jovens, enfrentá-lo na Ásia, no fim da temporada, pode se tornar uma medida concreta de sua solidez mental tanto quanto de seu nível de jogo.
Franceses entre entrada direta e espera
O contingente francês também acrescenta uma pequena intriga ao torneio. Arthur Rinderknech está anunciado diretamente na chave principal. Para ele, a oportunidade é clara: medir forças com um elenco forte sem passar pela fase de qualifying e aproveitar uma eventual chave aberta caso algum favorito não esteja em sua melhor forma.
Quentin Halys e Corentin Moutet aparecem, por sua vez, na zona dos reservas ou do qualifying, de acordo com as listas consultadas. A situação deles ainda pode mudar com as desistências, frequentes nesta época do ano. Não é o tipo de novela que faz as paredes tremerem, mas, para um jogador classificado na porta da chave, uma vaga liberada pode mudar toda uma semana: economia de energia, preparação diferente e, às vezes, uma primeira rodada mais respirável.
Uma lista ainda sujeita a mudanças antes do sorteio
É preciso manter a cautela. Uma entry list anuncia a intenção de jogar, não uma presença definitiva em quadra no dia marcado. Lesões, cansaço, escolhas de calendário e prioridades de fim de temporada podem modificar o elenco até o último momento. A desistência já anunciada de Raphaël Collignon lembra que essas listas ainda estão em movimento antes da publicação da chave.
É precisamente isso que torna Pequim interessante de acompanhar. Se os principais nomes mantiverem seu compromisso, o torneio oferecerá um raro condensado: um possível retorno de Sinner, um Zverev aguardado como líder, Djokovic como juiz de paz e uma matilha de jogadores capazes de transformar um ATP 500 em uma semana cheia de armadilhas. Antes mesmo da primeira bola, Pequim já conseguiu uma coisa: tornar a gira asiática difícil de tratar como uma simples etapa do calendário.