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Copa do Mundo de 2026: Deschamps tira dos Bleus a noite em Miami; Olise sonha com o Real Madrid

Os Bleus queriam relaxar um pouco. A dois dias da disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, os jogadores de Didier Deschamps esperavam ter uma noite livre nas…

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Os Bleus queriam relaxar um pouco. A dois dias da disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, os jogadores de Didier Deschamps esperavam ter uma noite livre nas ruas de Miami para superar a decepção da derrota na semifinal contra a Espanha. O técnico tomou uma decisão: será descanso, sem exceções.

Deschamps é inflexível, os líderes compreendem

Após três semanas isolados e com treinos intensivos, vários jogadores importantes haviam pedido um intervalo para relaxar na cidade da Flórida.

No entanto, o pedido partiu do próprio grupo. Após três semanas isolados e com treinos intensivos, vários jogadores importantes haviam pedido um intervalo para relaxar na cidade da Flórida. Didier Deschamps, fiel à sua reputação de técnico exigente, recusou categoricamente. “Não viemos a Miami para fazer turismo”, teria ele dito, segundo várias fontes próximas ao vestiário.

A mensagem foi entendida. Os Bleus se contentaram com uma sessão de relaxamento no final da tarde e um jantar em conjunto em seu hotel em South Beach. Kylian Mbappé, que provavelmente disputará sua última partida pela seleção francesa nesta Copa do Mundo com apenas 27 anos — sua decisão de se aposentar da seleção após o torneio é um segredo aberto —, foi visto em uma longa conversa com a comissão técnica. A derrota por 2 a 0 para a Espanha na semifinal deixou marcas, e o capitão quer terminar com uma nota positiva.

Olise e o Real Madrid: o drama do verão

Aos 24 anos, Michael Olise é uma das revelações do torneio. O meio-campista ofensivo do Crystal Palace, autor de três assistências e um gol desde o início da competição, não esconde mais suas ambições. Segundo informações do 20 Minutes, o jogador formado no Chelsea teria confidenciado a seus familiares o desejo de se transferir para o Real Madrid já neste verão.

O clube merengue, que acompanha o caso há vários meses, poderia apresentar uma oferta em torno de 200 milhões de euros. Um valor que tornaria Olise a transferência mais cara da história do futebol francês, superando os 180 milhões pagos pelo PSG por Mbappé em 2018. O Crystal Palace, por sua vez, não tem intenção de vender sua joia, que tem contrato até 2029, por um preço irrisório. A diretoria londrina vai esperar pelo menos até o fim da Copa do Mundo para iniciar as negociações.

Yamal é dúvida, a Roja prende a respiração

A dois dias da grande final contra a Argentina de Lionel Messi, paira a dúvida sobre a participação de Lamine Yamal. O prodígio espanhol de 19 anos, que sofreu uma lesão no tornozelo direito durante a semifinal contra a França, não participou do treino coletivo nesta manhã de sexta-feira. A equipe médica da Roja intensifica os tratamentos — gelo, eletroestimulação, trabalho na piscina —, mas nenhuma decisão será tomada antes da véspera da partida.

A ausência do jogador do Barcelona seria um duro golpe para Luis de la Fuente, que construiu seu esquema ofensivo em torno dos dribles e da criatividade de seu jovem ponta. Dani Olmo, autor do gol na semifinal após entrar em campo, é o principal candidato a substituí-lo. Mas substituir um jogador capaz de driblar três defensores com uma arrancada não é algo que se improvisa, mesmo para um atual campeão europeu.

Uma disputa pelo terceiro lugar que vale mais do que o bronze

A disputa pelo terceiro lugar entre França e Inglaterra será realizada no sábado, às 21h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Para os Bleus, o objetivo é duplo: trazer uma medalha e virar a página de uma semifinal frustrante, na qual acertaram apenas dois chutes a gol. Didier Deschamps deve fazer várias alterações — Eduardo Camavinga, Warren Zaïre-Emery e Bradley Barcola devem integrar o time titular.

Além do resultado, essa partida marcará o fim de um ciclo. A aposentadoria internacional anunciada por Mbappé, a possível saída de Olise para Madri e as dúvidas sobre o futuro de Deschamps — cujo contrato vai até 2028, mas que talvez queira passar o bastão — traçam os contornos de uma seleção francesa em plena transformação. A medalha de bronze em Miami seria uma bela maneira de se despedir de uma geração, antes de dar as boas-vindas a uma nova.

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