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McGregor define a trilogia com Holloway como sua última luta antes do término do contrato

Seis dias após a lesão na tíbia esquerda que encerrou o UFC 329 contra Max Holloway, Conor McGregor se pronunciou. No X, o irlandês foi direto ao ponto: sua última luta…

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Seis dias após a lesão na tíbia esquerda que encerrou o UFC 329 contra Max Holloway, Conor McGregor se pronunciou. No X, o irlandês foi direto ao ponto: sua última luta sob contrato com o UFC será contra “Blessed”, para a trilogia. Nem Michael Chandler, nem Dustin Poirier. O Notorious quer encerrar sua história com Holloway.

A lesão e, em seguida, a resposta

Em Las Vegas, no dia 11 de julho, McGregor não aguentou nem um minuto.

Em Las Vegas, no dia 11 de julho, McGregor não aguentou nem um minuto. Uma tentativa de low kick deu errado, sua perna dobrou e o árbitro encerrou a luta. Desde então, as especulações não pararam: Chandler para reacender uma rivalidade de dois anos, Poirier para acertar as contas, ou até mesmo uma aposentadoria imposta por Dana White.

O próprio McGregor pôs fim ao suspense ao responder diretamente a um internauta. Sua preferência é clara e assumida: “Tem que ser o Max Holloway.” Uma mensagem divulgada pela imprensa especializada, incluindo o TMZ e o Bloody Elbow, que confirma que resta apenas uma luta a ser cumprida em seu contrato com a organização.

Uma questão econômica e esportiva

Para o UFC, a trilogia representa um argumento de marketing óbvio: um capítulo III entre duas das figuras mais lucrativas da história do peso meio-médio. Para Holloway, o desafio é consolidar sua superioridade recente, após ter dominado o primeiro confronto em 2013 e vencido o segundo por nocaute técnico. Para McGregor, trata-se de provar que ainda pode competir no mais alto nível, aos 38 anos, após cinco anos de ausência e uma reabilitação que promete ser longa.

Resta uma grande incógnita: o estado da perna. Dana White já deixou escapar publicamente que uma aposentadoria não seria absurda. McGregor, por sua vez, fez sua escolha. Cabe agora ao UFC decidir se ainda dá tempo de concretizá-la.

Uma trilogia que atrai a todos

O terceiro combate entre McGregor e Holloway, caso aconteça, fará parte de uma longa tradição de trilogias míticas do UFC. No papel, o confronto preenche todos os requisitos: dois lutadores de grande apelo, um histórico já marcado por dois confrontos com resultados contrastantes e uma narrativa que atrai até mesmo o público iniciante. O primeiro duelo remonta a 2013; o segundo terminou com a vitória de Holloway por nocaute técnico. Uma terceira luta daria a cada um a chance de definir definitivamente a hierarquia, ao mesmo tempo em que proporcionaria à organização um evento feito sob medida para o card principal de um pay-per-view de fim de ano.

O verdadeiro ponto: a perna de McGregor

Resta uma grande incógnita, e todos na UFC sabem disso: a recuperação dessa lesão na tíbia esquerda. Mesmo com um tratamento médico ideal, esse tipo de lesão imobiliza um atleta por vários meses antes de um retorno completo aos treinos de sparring e, posteriormente, às competições. Para um lutador de 38 anos ausente do octógono há vários anos, o horizonte de um retorno é medido mais em temporadas do que em trimestres. Dana White, aliás, deu a entender isso publicamente, mencionando a possibilidade de um fim de carreira mais precoce do que o previsto.

No fundo, o cenário esportivo fica em segundo plano em relação à condição física. McGregor pode muito bem sonhar com essa trilogia, mas ainda é preciso que sua tíbia aguente o calendário. As imagens de Las Vegas mostraram uma perna dobrada sob o peso do corpo, um sinal que até mesmo os maiores lutadores têm dificuldade em aceitar. A recuperação, a confiança recuperada, o retorno gradual aos treinos: tudo ainda está por se ver. Para Holloway, a espera também é um teste: o da paciência de um campeão que já está no auge de sua arte. Para o UFC, é uma questão a ser administrada com cautela, entre o dever de oferecer espetáculo e a responsabilidade médica.

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