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Há nove anos que Oklahoma esperava por isso. No sábado, 18 de julho, o Paycom Center, em Oklahoma City, vai vibrar ao ritmo do UFC pela primeira vez desde 2017. E para esse retorno ao Meio-Oeste americano, a organização preparou um grande espetáculo: uma luta principal entre Dricus du Plessis e Kamaru Usman, dois ex-campeões que têm apenas uma obsessão: voltar ao topo.
Du Plessis x Usman, o confronto de egos feridos
Há pouco menos de um ano, Dricus du Plessis ainda usava o cinturão dos médios na cintura.
Há pouco menos de um ano, Dricus du Plessis ainda usava o cinturão dos médios na cintura. Cinturão perdido em agosto de 2025 e, desde então, o sul-africano está ansioso por voltar à ação. Vinte e três vitórias contra três derrotas, um estilo agressivo que não deixa ninguém indiferente, uma capacidade de finalizar lutas que dá arrepios: “Stillknocks” tem tudo para voltar a ser o chefe da categoria.
Do outro lado, Kamaru Usman muda de categoria. O ex-rei incontestável dos meio-médios, com um histórico de 21 vitórias e 4 derrotas, sobe para 84 quilos para desafiar o sul-africano em seu próprio peso. Uma aposta arriscada para “The Nigerian Nightmare”, que não luta há vários meses e terá de lidar com a força física de um adversário naturalmente mais pesado.
No papel, o confronto é magnífico. Dois ex-campeões, duas trajetórias excepcionais, duas vontades de ferro. No octógono, essas lutas exalam uma tensão especial, palpável desde o primeiro olhar trocado durante os confrontos cara a cara. O vencedor dará um grande passo na corrida pelo título. O perdedor poderá ver o caminho até o topo se alongar perigosamente.
Um card que ganhou força
Se a luta principal já deixa todos ansiosos, o restante do card está longe de ser apenas um aperitivo. Oito confrontos adicionais foram oficializados, e vários nomes chamam a atenção. Jared Cannonier, veterano sempre perigoso da categoria dos médios, enfrentará o britânico Christian Leroy Duncan em uma luta que promete muita violência técnica.
Na mesma categoria, Kevin Holland, um dos lutadores mais imprevisíveis e espetaculares do elenco do UFC, enfrentará Jacobe Smith. Holland, capaz do melhor e do pior, vem de atuações que dividiram os observadores. Uma vitória convincente o colocaria de volta na disputa por uma luta de título.
O restante do card mistura jovens promessas em busca de reconhecimento e veteranos experientes que estão colocando seu futuro na organização em jogo. Em uma Fight Night, cada luta conta, e as surpresas costumam surgir quando os holofotes estão menos voltados para o evento do que em uma noite de PPV.
Oklahoma, terra de reconquista
A escolha de Oklahoma City não é por acaso. A última visita do UFC ao estado remonta a 2017, uma eternidade para os padrões da organização, que se acostumou a percorrer todo o território americano. Esse retorno é uma aposta em uma região que anseia por grandes eventos esportivos, como comprova o entusiasmo em torno do Thunder na NBA.
Para o UFC, este Fight Night também é uma oportunidade de manter o ritmo após o UFC 329 em Las Vegas, que marcou a todos — e deixou Conor McGregor ferido logo no primeiro trocação. A máquina nunca para, e Oklahoma City pode muito bem oferecer um dos card mais memoráveis do verão.
Resta uma grande incógnita: o vencedor da luta principal terá uma chance pelo título? Em uma divisão dos médios onde a hierarquia ainda é indefinida, uma vitória espetacular na noite de sábado mudaria muita coisa. Du Plessis sabe disso. Usman também. O octógono está pronto.
