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O UFC oficializou no sábado a assinatura de Salahdine Parnasse, bicampeão do KSW e figura incontornável do MMA francês. Para sua primeira luta na mais prestigiada organização mundial, o natural de Aubervilliers será alçado a cabeça de cartaz do UFC Paris, em 5 de setembro, na Accor Arena, contra o neozelandês Dan Hooker. Um batismo de fogo em casa que já eletriza os fãs tricolores.
Um prodígio francês enfim na corte dos grandes
Campeão dos pesos-pena e dos pesos-leves no KSW, a organização polonesa que domina o Leste do continente, ele era o rosto mais aguardado da cena do MMA francês sem contrato com o UFC.
Aos 28 anos, Salahdine Parnasse conquistou tudo no cenário europeu. Campeão dos pesos-pena e dos pesos-leves no KSW, a organização polonesa que domina o Leste do continente, ele era o rosto mais aguardado da cena do MMA francês sem contrato com o UFC. Essa anomalia agora está reparada. Com um cartel de 21 vitórias e 2 derrotas, Parnasse traz ao UFC um lutador completo, tão afiado em pé quanto no chão, acostumado a guerras de cinco rounds que forjam cabeças de cartaz. Seu domínio do striking e sua defesa de finalização, raramente falha, fazem dele um competidor imediatamente credível na divisão mais densa do planeta.
Sua trajetória até aqui parece uma longa marcha paciente. Recusado pelo UFC várias vezes apesar de seus cinturões no KSW, ele nunca parou de acumular vitórias, recusando distrações e convites de organizações intermediárias. Durante três anos, cada luta se tornou uma audição silenciosa: um jogo de pés mais afiado, uma gaiola melhor controlada, um cartel impossível de ignorar. "A maior etapa da minha carreira", comentou ele, sóbrio, após o anúncio, fiel à sua imagem de trabalhador discreto.
Uma primeira luta sob altíssima tensão
O UFC não escolheu o caminho fácil para a estreia de seu novo recruta. Dan Hooker, 36 anos, é um veterano com 25 lutas na organização, classificado entre os dez melhores pesos-leves do mundo por várias temporadas. O neozelandês de estilo agressivo enfrentou os maiores nomes da divisão: Dustin Poirier, Islam Makhachev e também Michael Chandler. Sua envergadura, pressão constante e capacidade de absorver golpes fizeram dele um dos lutadores mais espetaculares de sua categoria.
O contexto em torno dessa luta tomou um rumo inesperado neste fim de semana. Em entrevista à RMC Sport no domingo, Dan Hooker revelou receber ameaças de morte desde o anúncio de sua vinda a Paris. "Franceses me escrevem que vou morrer", lamentou o lutador, que se disse chocado com a virulência das mensagens. A Sueur reportava ainda na segunda-feira que Hooker prometeu "finalizar" Parnasse diante de seu público. O tom está dado: este main event não se parecerá com nenhum outro.
Uma noite histórica para o MMA francês
O UFC Paris de 5 de setembro marca uma etapa importante para a disciplina na França. Após os cards de 2022, 2023 e 2024, que viram Ciryl Gane, Benoît Saint Denis e também Manon Fiorot vestirem as cores tricolores, a edição de 2026 instala pela primeira vez um francês recém-contratado na posição de estrela absoluta. Nunca um novato na organização havia obtido um main event parisiense já em sua primeira luta, um privilégio que diz tanto sobre a confiança do UFC quanto sobre a expectativa gerada pelo fenômeno de Aubervilliers. A dinâmica do MMA na França, legal apenas desde 2020, não para de acelerar.
O card completo da noite ainda não foi divulgado, mas a presença de Parnasse no main event já garante uma Accor Arena fervendo. Resta saber se o franciliano saberá transformar esse fervor em performance diante de um adversário que, ameaças ou não, nunca recuou diante da hostilidade de um público estrangeiro. Uma coisa é certa: em 5 de setembro, o MMA francês prenderá a respiração.