Hóquei

Arbitragem salarial da NHL: Jason Robertson no centro da tempestade, as audiências são abertas

As audiências de arbitragem salarial da NHL começam nesta segunda-feira, 20 de julho, e se estendem até 1º de agosto. Quinze jogadores com contrato restrito protocolaram…

Compartilhar

Redigido com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial e verificado por controles automatizados.

As audiências de arbitragem salarial da NHL começam nesta segunda-feira, 20 de julho, e se estendem até 1º de agosto. Quinze jogadores com contrato restrito protocolaram seus casos junto à Associação de Jogadores em 5 de julho. Entre eles, um nome domina todas as discussões: Jason Robertson, o ala estrela do Dallas Stars. Nove casos já encontraram um desfecho negociado antes da audiência, mas seis permanecem em aberto, e o teto salarial elevado para 104 milhões de dólares na temporada 2026-2027 redistribui todas as forças. Lembrando que, durante uma audiência, cada lado apresenta um valor e o árbitro escolhe um dos dois montantes, sem possibilidade de acordo.

Um teto salarial que muda as regras do jogo

O aumento do salary cap, o maior desde sua criação em 2005, dá aos gerentes gerais margens que não viam há duas décadas.

O aumento do salary cap, o maior desde sua criação em 2005, dá aos gerentes gerais margens que não viam há duas décadas. Esse alívio financeiro explica em parte por que tantos jogadores optaram pela arbitragem: os comparativos contratuais explodiram neste verão, e cada agente pretende maximizar o valor de seu cliente nesse novo contexto. O teto deve subir ainda mais, para 113,5 milhões na campanha 2027-2028, segundo projeções conjuntas da liga e do sindicato.

O mercado de agentes livres sem compensação, considerado raso este ano, levou várias equipes a priorizarem trocas. Oito negociações envolvendo jogadores estabelecidos já ocorreram desde a abertura do mercado, um volume incomum para julho. A arbitragem atua como um acelerador adicional: nenhuma equipe quer ter um salário imposto por um terceiro independente.

Jason Robertson, o caso que paralisa Dallas

Robertson vem de uma temporada de 96 pontos, incluindo 45 gols e 51 assistências, em 82 jogos. Aos 26 anos, o ala esquerdo formado pelo Stars pode legitimamente reivindicar um salário anual acima de 10 milhões de dólares. Sua audiência está marcada para 25 de julho, e a contagem regressiva começou. Ele recebia 7,75 milhões por ano em seu contrato anterior de quatro temporadas, assinado em 2022 após uma primeira campanha de 79 pontos que já impressionava.

Se o árbitro proferir uma sentença de um ano, Robertson se tornará agente livre sem compensação no verão de 2027. Essa perspectiva alimenta rumores de troca: várias equipes em reconstrução, com espaço salarial confortável, observam o caso. O Stars, por sua vez, ainda espera um acordo para um contrato de longo prazo antes do prazo final. Na temporada passada, os treze jogadores que protocolaram arbitragem todos assinaram antes de suas audiências. A pressão está toda sobre a diretoria texana.

Nove acordos, seis incertezas

Dos quinze casos protocolados, nove chegaram a um acordo. Jamie Drysdale, defensor de 24 anos, assinou um contrato de quatro temporadas por 6,5 milhões de dólares anuais com o Philadelphia Flyers. Kirby Dach aceitou uma ponte de um ano com o Montreal Canadiens, enquanto Trevor Zegras, também no Flyers, garantiu quatro temporadas. Cole Perfetti conquistou um pacto de seis anos com o Winnipeg Jets, e Connor McMichael assinou pela mesma duração em St. Louis.

Nick Robertson — irmão de Jason — aceitou um contrato de dois anos com o Pittsburgh Penguins. Braden Schneider (Rangers, um ano), Peyton Krebs (Sabres, quatro anos) e Xavier Bourgault (Senators, um ano) também fecharam seus casos antes da audiência. Restam seis jogadores ainda na expectativa: além de Jason Robertson, o goleiro Jet Greaves e o atacante Cole Sillinger em Columbus, o goleiro Akira Schmid na Flórida, e o defensor Ronan Seeley em Carolina.

O precedente do verão de 2025, quando todos os casos foram resolvidos sem audiência, pode se repetir. Mas o tamanho do contrato que Robertson tem o direito de exigir torna esse cenário mais frágil em Dallas do que em outros lugares. Se a audiência ocorrer e a sentença ultrapassar certo limite, o Stars teria um direito de recusa que tornaria seu ala estrela imediatamente disponível no mercado. Os próximos cinco dias dirão se a franquia texana cede, troca ou deixa um árbitro decidir.

Compartilhar
Todas as notícias